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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Texto Original do Jornal Vias De Fato



O poeta e compositor maranhense Cesar Teixeira fará, no dia 30 de julho (sábado), às 21h, o show Bandeira de Aço, no Circo Cultural da Cidade. O espetáculo surgiu da idéia de marcar o final da temporada das férias de julho, todos os anos, com a apresentação de Cesar e convidados. Trata-se de uma iniciativa da Ópera Night Produções, que tem a intenção de transformar o show numa grande feira musical a partir do próximo ano, com mais tempo para atrair patrocinadores.

Embora avesso às badalações em torno do seu nome ou sua obra, Cesar Teixeira aprovou a idéia. “A feira, sem dúvida, será uma grande contribuição para a nossa cultura, que, apesar de sua riqueza e diversidade, tem sido desvirtuada pela a autopropaganda dos que se dizem donos do poder”, denuncia o artista.

O show de estréia do projeto Bandeira de Aço não conta com patrocínio, mas tem o apoio de algumas entidades sociais e amigos da música maranhense, por isso Cesar Teixeira aposta na espontaneidade e na cumplicidade do público. “Não será nenhuma superprodução, com cenário primoroso ou coisa parecida, o importante é passar a mensagem poético-musical de forma interativa”, diz o poeta.

Cesar Teixeira será acompanhado por alguns dos músicos que participaram de suas apresentações durante os festejos juninos, entre eles, Rui Mário (teclados e sanfona), Quintino Neto (bateria), Moisés Profeta (contrabaixo) e Daniel Miranda (trombone), além de instrumentistas convidados, como o bandolinista Wendell Cosme, o trumpetista Hugo Barbosa e o sanfoneiro Pedrinho Vila Nova.

É a terceira vez que a Ópera Night Produções realiza espetáculos com a participação de Cesar Teixeira. No ano 2000, no mesmo Circo, o artista se apresentou ao lado do Mestre Antonio Vieira no Show Papel de Seda e, em 2005, na Concha Acústica da Lagoa da Jansen, com Zeca Baleiro e Chico Maranhão. Bandeira de Aço, música proibida pela Censura Federal na década de 70, agora dá título a mais uma produção da Ópera Night, que teimosamente vem hasteando o pendão da MPB num estado que costuma pagar (com dinheiro público) o mico da picaretagem musical fora de época.

sexta-feira, 11 de março de 2011

CÉSAR TEIXEIRA E A FLOR DO MAL



Dando seqüencia a minha idéia de apresentar letras de músicas que eu mais gosto, apresento uma muito boa (de várias)do grande compositor Cesar Teixeira Sousa que "nasceu em São Luís, em 15 de abril de 1953, e ainda criança encantou-se com os ritmos e folguedos populares. Teve aula de canto no Coral do Liceu com a regente Edenir Guará, e começou a compor em 1969, ano em que participou do 1º Festival de Música Popular Maranhense. Iniciou o aprendizado do violão clássico em 1974 com o professor João Pedro Borges, o Sinhô, na Escola de Música do Estado. Desde a década de 70 apresenta-se em festivais e teatros de São Luís e de outras capitais brasileiras. Tem músicas gravadas pelos cantores maranhenses Antenor Bogéa, Rita Ribeiro, Gabriel Melônio, Cláudio Pinheiro, Alcione, Célia Maria, Flávia Bittencourt, Zeca do Cavaco, Rosa Reis, Célia Leite, Papete e Cláudio Lima, entre outros, como também pelo mineiro Dércio Marques. É filho do compositor maranhense Bibi Silva". (texto extraido da revista maresia)


Flor do Mal

(Letra e música: Cesar Teixeira)

A flor do mal me quer para me desfolhar,
o amor que eu tenho em mim do coração roubar
e receber do mundo moeda de cego,
que sempre me deram e que eu sempre nego
e pego procurando pela flor do mal.
Eu te amo bananeira lá no fundo do quintal.

Eu quero a flor do mal para te perfumar,
porque eu só tenho em mim espinhos para dar.
Depois morrer na sombra da caranguejeira,
deixando de herança o mal da vida inteira.
A bananeira não tem flor, mas tem no chão
bananas para os macacos que mataram Lampião.

A flor do mal me quer, eu a quero também,
só pra saber o gosto que a morte tem.
E, quando os espíritos voltarem da guerra,
encherei os olhos com a mais suja terra
e ferrarei a mula rumo a Portugal.
Eu e a minha bananeira, duas bandeiras do mal.