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quarta-feira, 16 de março de 2011

PROFESSORES EM GREVE, CSP-CONLUTAS PRESENTE!



Na tarde de ontem, terça feira (15/03), uma grande passeata com aproximadamente 2 mil de trabalhadores em Educação ganhou as ruas do Centro de São Luís em direção a Secretaria de Educação do Estado (SEEDUC) que fica localizada no bairro do Monte Castelo. Mesmo com a direção do SINPROESEMMA vacilante, ligada ao PC do B, e com todo aparato midiático a seu favor, Roseana Sarney e sua Secretária de Educação, Olga Simões, não conseguiram intimidar a bravura do Movimento, que ainda está em seu nascedouro.

No site da SEEDUC, por exemplo, há diversas notas postadas com conteúdos distorcidos e criminalizantes a respeito dos Educadores. Os blogueiros ligados a oligarquia Sarney já não sabem mais o que dizer. A cada mentira postada há dezenas de comentários de repúdio as essas calúnias e de apoio à greve.

Na segunda-feira a secretária Olga Simões, em um ato de desespero, passeou pela imprensa sarneísta dizendo que a greve havia fracassado e que as aulas reiniciariam normalmente na próxima segunda-feira. É preciso dizer: No ringue das ruas todas essas mentiras estão sendo nocauteadas.

A CSP-CONLUTAS, que desde o início da greve vem chamando insistentemente a unidade da categoria, esteve presente nesse grande ato com suas intervenções esclarecedoras e empolgantes. Companheiros como Saulo Arcangeli ( Diretor do Sintrajufe-MA e membro da executiva nacional da CSP-CONLUTAS) e os professores Rezo Júnior e Maria Dolores falaram durante o percurso da importância de avançar na democratização do movimento grevista e chamar a unidade com outras categorias de servidores públicos que estão sendo igualmente penalizados por Roseana Sarney. Ao contrário do que diz a mídia sarneísta, a população demonstrava simpatia ao movimento, sabedores que são do caos que impera na educação maranhense.



No percurso foi distribuído um Boletim da CSP-CONLUTAS que denuncia contundentemente o lamaçal de corrupção e escândalos em que se transformou o governo de Roseana Sarney e a situação desoladora na qual se encontra a Educação Pública estadual.
O Deputado estadual, Bira do Pindaré, do PT, também esteve presente, lembramos que o mesmo compõe a comissão parlamentar de educação que busca negociar uma saída para a greve. Acertadamente, o professor Hertz Dias, em sua fala em frente à SEEDUC lembrou que o PT é parte desse governo e que está igualmente envolvido nos principais escândalos de desvios de verbas públicas como nos casos da FAPEMA e do INCRA. Nunca é demais lembrar que na última greve dos educadores do município de São Luís a primeira traição partiu dos vereadores que se diziam favorável a greve.

Todos nós sabemos que o grupo Sarney atua em várias frentes, por dentro e por fora do parlamento. Toda atenção é pouca, pois a favor dos trabalhadores o parlamento burguês só age por força da pressão que vem das ruas. Quem aumenta os seus próprios vencimentos em 60% e na seqüência vota a favor de um vergonhoso salário de 545 reais para os trabalhadores merece alguma confiança? Para nós da CSP CONLUTAS fica a certeza que é das mobilizações que vitória virá.

quarta-feira, 2 de março de 2011

PROFESSORES DO MARANHÃO EM GREVE


Ontem caminhei junto com os Trabalhadores em Educação Pública no Estado do Maranhão que aderiram ao movimento grevista. O inicio do movimento grevista coincidiu com meu primeiro dia de férias na Assembléia Legislativa. Foi nesta casa que se aprovou uma medida provisória que autoriza o governo a contratar servidores temporários para serviços essenciais do governo, incluindo aí professores.

A passeata saiu da Praça Deodoro rumo ao Palácio dos Leões. A direção do movimento afirma que a adesão já chegou a 95% dos professores, nas 18 regionais do Estado. Os educadores reivindicam, prioritariamente, a aplicação do Estatuto do Educador e correção da tabela salarial.

Os trabalhadores da Educação que fazem parte da Central Sindical e Popular – CONLUTAS estavam presentes e estarão também nas próximas mobilizações. Nós da CSP – CONLUTAS entendemos que só é possível conquistar direitos se travarmos um luta direta contra aqueles que dificultam todos os dias a vida dos trabalhadores.

O governo de Roseana atolado até o pescoço em corrupção tergiversa com palavras bonitas através da Secretaria de Educação. Os professores em luta sabem que, tal qual o governo de Jackson, o governo de Roseana e o de Dilma não têm responsabilidade com a educação. Por este motivo esta greve será vitoriosa, a menos que Direção do sindicato não enverede pelo caminho da traição.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Reunião da coordenação nacional de entidade fundada no Conclat aprova nome da da nova central e plano de lutas


Do site do PSTU

A Coordenação Nacional da nova entidade eleita no Congresso da Classe Trabalhadora realizou sua primeira reunião nesses dias 23, 24 e 25 de julho no Rio de Janeiro. Dirigentes sindicais e de movimentos populares de todo o país se reuniram para definir os rumos da nova entidade fundada em Santos (SP) no início de junho.

A representatividade da reunião indicava sua importância. Foram 194 delegados, 107 observadores, representando 71 sindicatos, 24 oposições e minorias de sindicatos, além de 9 entidades do movimento popular, 6 entidades estudantis e dois movimentos de luta contra as opressões.

Carlos Sebastião, o Cacau, da Secretaria Executiva Nacional eleita no Conclat, sintetizou os principais desafios colocados aos ativistas naquele momento. ”São três elementos fundamentais que temos que tomar nessa reunião: consolidar nossa ferramenta, uma necessidade para a classe para que possamos, assim, dar conta das tarefas colocadas, avançando num plano de lutas e, finalmente, seguir com todos os esforços no sentido de recompor a unidade”.

Tarefas essas que se traduziam principalmente na definição do nome da nova central, a eleição de sua secretaria executiva e a aprovação de um plano de mobilizações para o próximo período, seguindo o diálogo com os setores que romperam no Conclat.

Legitimidade do Conclat

Embora não tenha sido o ponto principal da reunião, a avaliação do Conclat, assim como a ruptura dos setores minoritários como a Unidos para Lutar e a Intersindical, foi amplamente discutida na reunião. Apesar de pontos divergentes e polêmicas, todos os setores reconheciam a legitimidade do Conclat, que reuniu mais de 4 mil pessoas, e suas deliberações. ”Foi a culminação de um processo amplo que durou meses e realizou mais de 900 assembleias em todo o país, cotando com a inscrição de 20 teses, que tiveram o mesmo tempo de defesa”, lembrou Cacau.

O dirigente lembrou ainda que a ruptura não se deu por conta do nome, mas envolveu entendimentos distintos sobre o funcionamento da entidade, assim como seus métodos de deliberação e os setores que deveriam compor esse novo instrumento. Os setores que romperam eram contra a participação de estudantes e dos movimentos populares, e defendiam que a entidade adotasse o “consenso progressivo”, ou seja, que apenas aprovasse deliberações com o mínimo de 2/3 dos votos. Método que privilegia os acordos entre correntes em detrimento dos votos da base.

Gizélia Rocha, a Gigi, do Sintsef de Natal, apesar de não fazer parte do setor majoritário, expressou seu desacordo com a ruptura. ”Todos sabem que não somos mais do PSTU, e sempre soubemos que seríamos minoria e que tínhamos que respeitar a democracia operária”, disse a dirigente, que compõe hoje um coletivo chamado GAS. “A decisão de se retirar do congresso foi absurda e infantil”, concluiu a dirigente.

Janira Rocha, dirigente do MTL, afirmou ser importante entender as diferenças políticas que existem no bloco que rompeu. ”Assim como existem diferenças entre nós, é importante entender que do lado deles também existem”, disse, explicando que alguns dirigentes da Intersindical defendiam a permanência na nova central. Janira relatou ainda todo o processo de negociação e discussões que culminaram no Conclat, afirmando que tanto a proposta de congresso deliberativo como a formulação do nome “Conlutas-Intersindical Central Popular e Sindical”, havia partido dos próprios setores da Intersindical.

O respeito à democracia operária foi um aspecto ressaltado também por Cleber Rabello, dirigente da Construção Civil de Belém (PA). ”Imaginem numa assembleia para decidir a greve, ter uns poucos contrários, a gente pegar e falar: 'pessoal, não tem consenso, então vamos voltar para os canteiros de obra”, disse, mostrando na prática o imobilismo que a proposta de consenso provocaria na nova entidade.

Pra resistir, pra ocupar, CSP Conlutas pra lutar

Após uma ampla discussão, finalmente a reunião da coordenação nacional aprovou o nome da nova entidade. Foram defendidas três propostas: “CSP (Central Sindical e Popular)”, “CSP Conlutas” e “Conlutas-Intersindical CSP”. Por 128 votos foi aprovado “CSP Conlutas”, contra 26 votos para “CSP” e apenas 5 para a terceira proposta. O nome expressa o caráter sindical e popular da nova entidade, assim como o patrimônio organizativo e de princípios acumulado pela Conlutas nesses seis anos de existência. “Pra resistir, pra ocupar, CSP Conlutas pra lutar”, entoaram em coro os ativistas.

A reunião elegeu ainda os 27 nomes da Secretaria Executiva Nacional da CSP Conlutas, contemplando todos os diferentes setores que estão no processo de construção dessa nova central.

Com o nome da nova entidade definido, os dirigentes aprovaram um plano de lutas para o próximo semestre que abarca as campanhas salariais das categorias em curso, a luta contra o veto ao fim do fator previdenciário, o combate à criminalização dos movimentos sociais, culminando num dia unificado de mobilização em 10 de agosto. Além disso, foi aprovado também a realização de manifestações contra a ocupação militar do Haiti nesse dia 28 de julho.

A dirigente do Cpers, Neida Oliveria, expressou bem o processo que foi o Conclat. “Recuso-me a considerar o Conclat uma derrota; assim que saímos de lá e retornamos ao estado, fomos apoiar uma luta contra o despejo de inúmeras famílias e dissemos: 'nós representamos a nova central fundada no Conclat”, afirmou a dirigente, enfatizando ainda que ”não devemos paralisar. A primeira reunião da Coordenação Nacional da nova CSP Conlutas mostrou que, apesar dos impasses no processo de reorganização, a classe trabalhadora do país vai ter uma alternativa de luta e mobilização.