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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

NENHUMA CONFIANÇA NO PARLAMENTO BURGUÊS! NENHUMA CONFIANÇA NOS VEREADORES DE SÃO LUÍS - MA

Texto da Professora Cláudia Durans.

Hoje assisti a um show de hipocrisia, incompetência e despreparo. Os manifestantes que ocuparam a câmara de vereadores voltaram "àquela casa" para uma sessão extraordinária que versaria sobre 3 pontos centrais: 1) transporte e mobilidade; 2) regularização fundiária; 3) transparência nas contas da câmara. Na realidade, OS MANIFESTANTES FORAM VÍTIMAS DE UMA ARMADILHA. Não foi permitida a entrada dos manifestantes na galeria, que foi ocupada por funcionários e "seguranças" da casa. Após protestos, 20 representantes do coletivo da ocupação adentraram à galeria e foi permanente a intimidação dos truculentos brutamontes "seguranças". 


No plenário foi flagrante, e até desconcertante, a competência em termos do conteúdo da pauta dos representantes do coletivo de ocupação, assim como a seriedade, em contraposição aos vereadores que se pronunciaram. 


A sessão transcorria relativamente tranquila, quando no item transparência foram feitos questionamentos sérios. Os tais "seguranças" aproveitando-se da manifestação dos jovens, seja através seja por palavras partiram para cima dos estudantes de forma truculenta agredindo. Inclusive a guarda municipal agrediu com cacetetes. Do outro lado, o presidente da câmara e vereadores assistiam passivamente. 


Porém, qual não foi minha surpresa ao ouvir as notícias na mídia! MENTIRAS das mais descaradas. Os estudantes foram vítimas de gás de pimenta nos olhos e não o contrário. Os estudantes foram agredidos e não agrediram ninguém a não ser com a arma da palavra. Ficou provado o despreparo, "aquela casa", que não suporta a participação do povo organizado.
A postura dos vereadores foi deplorável. Tratam o público como coisa privada, arrogância com a juventude.. Arrogância que se reproduz nos jagunços que os garantem e os sustentam lá dentro. Segurança não identificada, truculenta. Continuaremos a luta pelo passe livre, pelo direito à moradia digna.


Essa forma de parlamento está superada. Em defesa dos Conselhos Populares, com mandatos revogáveis qualquer tempo e salários igual a de um professor ou de um operário especializado.
A juventude e a classe trabalhadora está mudando o país. O Maranhão vai mudar também. O Procurador Geral da República deu parecer favorável à cassação da governadora Roseana Sarney. São novos tempos, poderemos construir um futuro melhor. O ato de racismo contra o nosso companheiro Reginaldo do Quilombo Urbano não ficará impune. Os vereadores de São Luís estão mexendo em vespeiro. "Quem não pode com formiga não assanha formigueiro".

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A PROPOSTA DELES E A NOSSA: a batalha entre a verdade e a mentira?




Prof. Rosenverck E. Santos

Certo dia, um desses jornalistas capacho das oligarquias, que não é burguês, mas defende ideologicamente os interesses da elite (e os seus obviamente) vociferou que o PSTU continuava com o mesmo mantra de todas as eleições. O que esse jornalista queria dizer é que o PSTU mais uma vez não apontava as propostas e se repetia na mesma cantilena. Vamos refletir sobre esse mantra jornalístico.

Desde a redemocratização do Brasil quantas propostas, nas muitas eleições passadas e na atual, vocês já ouviram? Quantas propostas milagrosas de diferentes candidatos e partidos anunciaram o fim da miséria, a melhoria da educação, o aumento de salário de professores e professoras, o saneamento básico de todas as cidades, dentre centenas de milhares de outras propostas? Esses candidatos – os de sempre! – com os mesmos mantras de propostas foram eleitos, e por que a miséria continua? os salários são baixos e os esgotos e doenças estão aí em céu aberto? Quantos candidatos e partidos depois de eleitos e após dezenas de propostas anunciadas, vem a público anunciar que as propostas não foram encaminhadas e que ficam para uma próxima chance! Resposta: nenhum!

Então significa que elas, as famosas propostas, foram implementadas? Então porque os problemas supracitados continuam? Resposta: (e isso o jornalista não diz) as propostas não eram propostas, eram mentiras! Mas quem não tem propostas não é o PSTU?

Reduzir a jornada de trabalho, fazer a reforma agrária, criar uma empresa pública de transporte, reestatizar as empresas privatizadas como a CEMAR e o banco do Estado, fazer concurso público para professores e professoras e aumentar o salário, implementar o salário mínimo indicado pelo DIEESE, construir as políticas de cotas raciais vinculadas às sociais em todos os setores públicos, fazer obras públicas que garantam emprego, reduzir impostos dos trabalhadores e trabalhadoras e sobretaxar as empresas, não pagar a dívida externa etc., etc., etc., não são propostas?

Existe um modelo de proposta a ser seguido? As propostas da burguesia e oligarquia são propostas, dos trabalhadores são mantras? As propostas deles são verdades, as nossas são mentiras? Vejamos o que diz a sabedoria da África.
Uma história africana nos conta que, certo dia, a verdade e a mentira entraram numa guerra violenta, cujo resultado foi a mentira cortando a cabeça da verdade. Desesperada a verdade começou a tatear o chão, as árvores, as pedras procurando a cabeça; a cabeça que a mentira cortou... Até que encontrando uma cabeça, arrancou-a do lugar onde estava e a recolocou no pescoço... A partir daí, a verdade passou a vida inteira contando mentiras...

É essa a verdade das oligarquias e da burguesia! A verdade com a cabeça da mentira! Cabeça que engana cuidadosamente estudada e organizada pelo publicitário, afinal: a propaganda é a alma do negócio! Isso mesmo: - negócio! A eleição pra burguesia e pra oligarquia (e isso não está no mantra da verdade do jornalista) é um negócio que vai gerar lucros e enriquecê-los da noite para o dia; ou do dia para a noite, como queiram, afinal de contas a ordem dos fatores não altera o resulta do furto!

Sendo assim, acredito que esse modelo (manual, formulário, roteiro, mantra(?), cartilha) de propostas – que os jornalistas ligados as emissoras e jornais da oligarquia e burguesia defendem – parece seguir a máxima nazista segundo a qual uma mentira contada mil vezes se torna verdade! Portanto, cuidado com a mentira travestida de verdade ou a verdade da mentira da burguesia. É a mesma coisa como 2+2 são 15, 12 e 65...

Poderia ser 16, mas não seguimos essa cartilha e esse modelo, pois em verdade não mentimos aos trabalhadores e trabalhadoras já que a luta de nosso povo, portanto de nós mesmos, não segue cartilha. Ela é dinâmica, flexível, histórica e verdadeira conhecedora de uma única verdade: a resistência!

Sendo assim, não precisamos de milhares de propostas de verdades mentirosas, pois a nossa grande proposta é o agir! Agir na greve, na manifestação, nas passeatas, nos movimentos sociais e sindicais, no movimento negro, na luta da classe explorada e oprimida pelo capital. Olhe para o lado num desses lugares de resistência e verás um bandeira nossa e um(a) militante do PSTU dizendo o que é preciso ser tido e fazendo o que é preciso fazer. Portanto, nossa grande proposta – mãe de todas as outras, citadas acima e que estão nos programas, sites, panfletos e jornais – é o fazer! Pois, assim como é expresso em nosso mantra: é preciso lutar é possível vencer!