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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

JORNALISMO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA: “TOMA LÁ, DA CÁ”



É grande o rebuliço entre jornalistas (de fato), alguns blogueiros (se passando por jornalistas) e radialistas que faziam a cobertura da Assembléia Legislativa, que foram exonerados na transição do antigo presidente Marcelo Tavares para o atual Arnaldo. O rebuliço é para voltarem a fazerem parte do quadro de pessoal na gestão do atual Presidente.

Alguns já são conhecidos nos corredores da casa e representam legitimamente os seus respectivos diários e rádios reconhecidos em nosso estado. Outros são marinheiros de primeira viagem e estão pressionando deputados para fazerem parte da lista dos mais de 80 servidores comissionados que integrarão a Secretaria de Comunicação da “casa do povo”.

Dos citados, mesmos os que representam legitimamente seus matutinos, alguns não querem só os seus nomes de volta na folha de pagamento, querem também garantir os nomes de suas esposas, filhos, cunhadas, ex- mulheres e por aí vai.

A tática é simples: alguns publicam matéria contra o inchaço de funcionários no parlamento estadual (que é verdade e correto) ou contra pronunciamentos dos deputados no sentido de garantirem seus pleitos; outros publicam matérias bajuladoras. Os primeiros, depois de atingirem seus objetivos, voltarão a serem brandos com os seus supostos algozes e com os desmandos do parlamento em questão. Os que fazem parte do segundo bloco continuaram bajuladores. E assim, o jornalismo de fato continuará de baixa qualidade e os seus leitores totalmente desinformados.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ASSEMBLEIA DO PARANÁ: UM RETRATO DO LEGISLATIVO BRASILEIRO



Os jornais noticiam que o deputado Valdir Rossoni (PSDB) ao assumir a presidência da Assembléia Legislativa do Paraná cumpriu o prometido e demitiu 50% dos funcionários comissionados da administração da Casa e todos o diretores da antiga gestão e ainda o lacramento da gráfica da Assembléia. Nesta gráfica os diretores elaboravam decisões que permitiram o desvio de até R$ 100 milhões por meio da contratação de servidores fantasmas e “laranjas e depois fabricavam Diários Secretos.

O atual presidente também anunciou a contratação da Fundação Getulio Vargas (FGV) para fazer uma auditoria nas aposentadorias dos servidores, na efetivação dos funcionários da Casa e no pagamento aos servidores de perdas referentes à implantação na década de 90 da Unidade Real de Valor (URV).

Infelizmente a atitude tomada pelo presidente da Assembléia do Paraná não será seguida pelos demais presidentes dos parlamentos deste país nas diversas esferas governamentais: federal, estadual e municipal. Esses parlamentos não resistiriam a um minuto de uma auditoria séria e independente.

Aqui em nosso estado, o maranhão, acabou de ser eleito, para presidir a Assembléia Legislativa, um deputado que pertence a base do governo e que já vai para o seu quinto mandato. Com certeza ele é sabedor de irregularidades semelhantes. Esperamos que ele tome atitude no sentido de moralizar as contas da referida casa.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Procuradoria da ALEMA: um cabide de emprego



Acabei de lê no site da Assembléia Legislativa do Maranhão – ALEMA, uma explicação do ex-presidente da Casa Marcelo Tavares sobre uma crítica da publicação dos Diários com números diferentes em sua gestão. Dentre os seus comentários chamou-me atenção quando ele disse “que... apesar da implantação do Plano de Cargos e Salários dos Servidores” o balancete da casa “fechou o ano em total acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal”- LRF.

Não é de hoje que os dirigentes máximo da ALEMA, por desconhecimentos, ou para confundir a opinião pública, tentam colocar os menos de quinhentos funcionários, estáveis e efetivos, cobertos pelo Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos - PCCV como responsáveis pelo descontrole das contas daquela casa legislativa. Esses funcionários representam menos de dez por cento do total da folha da ALEMA.

Se os dirigentes daquela casa estiverem mesmo interessados em cumprir a LRF deveriam era exonerar grande parte dos cargos comissionados fantasma que existem naquela casa. Se o leitor se der ao trabalho de lê o Diário da Assembléia do dia 8 de fevereiro (nº 14) de 2011 verá, na página 22 a lista de sub-procuradores que foram exonerados. Os servidores da ALEMA ficaram surpresos ao saber que entre os demitidos consta o nome de CARLOS FREDERICO TAVARES DOMINICI, pois este senhor só foi visto por alguns colegas seus de universidade que trabalham atualmente na ALEMA, na sala de aula e nunca na sala da Procuradoria. Dizem que ele é parente do ex-presidente Marcelo Tavares. Aliás, sobre a Procuradoria da ALEMA sabemos que existem entre 20 e 30 procuradores e, que se todos estivessem realmente trabalhando. teriam que sentar no chão, pois a sala onde funciona a procuradoria não tem espaço pra todo mundo. Diga-se de passagem, que os cargos de procuradores e sub-procuradores não foram escolhidos por concurso público.