terça-feira, 29 de março de 2011

Líbia: uma revolução, duas guerras Existe hoje na Líbia uma guerra civil entre a revolução e a contra-revolução, e outra guerra de agressão imperiali

Eduardo Almeida Neto
da Direção Nacional do PSTU e editor do Opinião Socialista


Existe uma grande simpatia dos ativistas em todo o mundo pela revolução árabe contra ditaduras pró-imperialistas que oprimem estes países há décadas. Mas em relação à Líbia existe uma grande confusão. É ou não parte do mesmo processo? E agora, com a invasão imperialista, de que lado se posicionar?



A primeira confusão acontece porque as correntes stalinistas e chavistas tentam de todas as maneiras convencer que a rebelião do povo líbio é falsa e que Kadafi é um lutador antiimperialista. Com os métodos típicos do stalinismo, tentam convencer a todos que a Líbia não é parte do mesmo processo árabe.

A realidade entra pela janela, pelas portas, pelo teto: basta ver as noticias das milícias de trabalhadores e jovens nas cidades rebeladas contra Kadafi, para ver a falsidade dos stalinistas. É a mesma efervescência da praça Tahrir do Egito, que teve de se armar para enfrentar um genocida. É o que aconteceria no Egito, caso o exército tivesse reprimido a revolução. É o que pode acontecer no Iêmem e no Bahrein, caso a repressão violenta (apoiada pelo imperialismo) siga.

Existe uma revolução na Líbia, dos trabalhadores e do povo rebelado contra a ditadura de Kadafi, que começou de forma muito parecida com a do Egito e da Tunísia.

A confusão deliberada sobre Kadafi
Na verdade, Castro e Chavez confundem deliberadamente o Kadafi de quarenta anos atrás e o atual. Ele liderou um golpe militar em 69 que derrubou a monarquia e nacionalizou o petróleo, tendo seguidos choques com o imperialismo. Já na década de 90, teve um brutal giro à direita, entregando o petróleo líbio para a Shell, British Petroleun, ENI (italiana) e Total (francesa). Tornou-se um grande burguês, com negócios diretos com as multinacionais. Por exemplo, possui 10% das ações da FIAT e 7% do banco italiano Unicredit. Passou a ser recebido com festas pelos governos europeus, como Sarcozy e Berlusconi.

Kadafi teve um percurso semelhante ao de outras correntes nacionalistas burguesas que capitularam completamente ao imperialismo, como o nasserismo e o peronismo. O Kadafi de hoje não é igual ao Perón que nacionalizou as ferrovias inglesas, mas ao peronista Menen que implantou o neoliberalismo. Não é igual ao Nasser que nacionalizou o canal de Suez, mas a Mubarak.

A revolução em curso na Líbia é, portanto, muito semelhante às que estão ocorrendo em todo o mundo árabe. Mas apresenta também algumas diferenças importantes. A primeira é que Kadafi reagiu com uma repressão sangrenta, utilizando métodos semifascistas semelhantes aos de Israel, bombardeando populações civis com aviões. Por esse motivo, a revolução tomou o rumo de uma guerra civil.

Toda revolução se enfrenta com uma contra-revolução, no caso a resposta violenta do ditador. Escolher de que lado se fica em um processo como este tem enorme importância. Do lado da revolução ou da contra-revolução? Ficará registrado para sempre na história que Castro e Chavez mantiveram o apoio a Kadafi nessa guerra civil. Sustentaram diretamente a repressão e o genocídio do povo, sujando suas mãos com o sangue líbio, apoiando a contra-revolução.

E agora com a intervenção imperialista?
A segunda diferença é a intervenção militar direta do imperialismo na região.
Isso provocou outro tipo de confusão. E agora, o que fazer? Essa é a pergunta que os ativistas se fazem. A maioria está de acordo em que é equivocado apoiar Kadafi. Mas a discussão ficou muito mais confusa depois da intervenção militar do imperialismo. Isso não daria razão aos que apóiam Kadafi?

Não, não dá. O imperialismo não intervém porque Kadafi é antimperialista. Ele entregou todo o petróleo. Muito menos porque Kadafi é um ditador, já que estão apoiando nesse momento a mesma repressão no Bahrein.

O motivo para a intervenção é porque o imperialismo quer se apropriar diretamente do petróleo e estabelecer uma zona controlada no meio da revolução árabe. Não confia mais em Kadafi, porque não acredita que ele possa reestabilizar a região, mesmo que consiga uma vitória militar.

Como Kadafi mantém uma base social muito reduzida, e mesmo suas forças militares são limitadas, não tem condições sequer de garantir a ocupação das cidades em que derrota as forças rebeladas. Consegue ter vitórias militares pela superioridade bélica, mas não tem condições de garantir a estabilidade da região. É muito provável que, se ganhasse a guerra, a enorme oposição ao ditador resultasse em uma guerrilha de massas.

Kadafi está dando ao imperialismo a possibilidade de lançar uma contra-ofensiva para derrotar a revolução árabe. Possibilita que a OTAN apareça "em defesa da democracia", quando o motivo real é o controle do petróleo e da região.

Mas, como então se posicionar em meio a revolução do povo líbio contra Kadafi e a intervenção militar imperialista? Não seria o caso de deixar de lado a luta contra o ditador e centrar na batalha contra o imperialismo?

Não. Existem uma revolução e duas guerras. Uma guerra civil entre o pólo da revolução e da contra-revolução contra Khadafi. Outra guerra de agressão imperialista contra um país semicolonial. Não se pode ignorar a existência de uma revolução na Líbia. Nem se pode resumir a complexidade do problema líbio apenas a uma das guerras, sob pena de uma capitulação grosseira ao imperialismo ou a Kadafi.

Nada melhor para discutir a correção de uma posição política do que baixá-la para a realidade concreta. Imaginem só a situação hoje- no dia em que está sendo escrito esse artigo- de um grupo de militantes revolucionários em Bengazhi ou Misrata, bastiões do povo rebelado. Eles não podem deixar a guerra contra Khadafi, que segue atacando essas duas cidades e matando dezendas de pessoas. Seria necessária uma unidade de ação com Kadafi contra o imperialismo? Afinal existe uma guerra de agressão imperialista. Em termos abstratos sim, mas isso é impossível política e militarmente.

O grande obstáculo é o próprio Kadafi. Se ele tivesse qualquer postura antiimperialista, no momento da agressão estrangeira teria suspendido realmente todos os ataques aos rebeldes e chamado a uma ampla unidade de ação contra as forças da OTAN. Ao contrário, seguiu atacando com métodos de genocídio. Politicamente, a unidade de ação com Kadafi é impossível pelo ódio causado na ampla maioria das massas líbias por ele próprio. Não é por acaso que existe uma revolução contra ele.

Em termos militares é impossível pela continuidade da agressão das forças do ditador. Segue existindo uma guerra civil na Líbia. Por isso, a necessidade das duas guerras. Aqueles que defendem unicamente o repúdio a intervenção do imperialismo, calando sobre Kadafi estão situados no campo político e militar desse genocida. Muitas vezes, com a melhor das intenções de lutar contra o imperialismo, ao tentar priorizar a unidade de ação com Kadafi por fora da realidade concreta da guerra civil, terminam no pólo da contra-revolução. São cúmplices dos massacres do Mubarak líbio.

Atirar também contra o imperialismo
Por outro lado, a necessidade da guerra também contra o imperialismo leva ao necessário enfrentamento com a direção do Conselho Nacional Líbio, que se auto apresenta como representante do levante contra Kadafi. Esse Conselho está apoiando a ação militar imperialista. Essa é uma atitude traidora da causa árabe por abrir as portas para que o imperialismo de recupere do duro golpe que está sofrendo com a derrubada das ditaduras na região. Um território dominado pelas tropas da ONU será um bastião contra toda a revolução árabe.

É fundamental que os lutadores em Bengazhi e outros territórios liberados retomem a atitude antiimperialista que existia na área antes da contra-ofensiva de Kadafi. Não se pode aceitar a atitude desse Conselho, praticamente de uma unidade de ação com o imperialismo. Os governos imperialistas têm como objetivo acabar com a revolução árabe. Vão querer estabelecer um território controlado por eles.

Assim que puderem, as armas norte-americanas e européias vão se virar contra as milícias armadas da oposição. Quaisquer ganhos táticos no terreno militar contra Kadafi com os bombardeios da Otan vão se transformar em perdas estratégicas para a revolução.

É muito importante que se articule um pólo antiimperialista dentro de Bengazhi e das regiões controladas pelos rebeldes. A revolução contra Kadafi não pode deixar de identificar no imperialismo um inimigo e se situar também na luta política e militar contra a agressão estrangeira. A derrota da revolução líbia pode não vir somente pelas tropas de Kadafi, mas também pela intervenção imperialista disfarçada de intenções "democráticas".

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mais um ataque homofóbico: liderança GLBT sofre agressão em São Paulo Ativista foi agredido e não recebeu proteção da polícia, que assistiu a ameaças

Da Redação do SITE do PSTU



• Desde o ano passado, uma onda de agressões a homossexuais tem se destacado em São Paulo. Nesse ano, o caso em que um menor, acompanhado por o
utros dois menores e um maior de idade, agrediu um rapaz com uma lâmpada fluorescente virou destaque nos noticiários do país inteiro.
Foi nesse contexto que, na madrugada desta quarta-feira, 23, Guilherme Rodrigues, ativista do movimento GLBT e militante do PSTU, sofreu um ataque covarde e fascista na Rua Augusta, região central de São Paulo. Ele parou num posto de gasolina, na esquina da Rua Peixoto Gomide, quando avistou quatro garotos tentando agredir um casal gay.

O casal fugiu, mas os delinquentes não se conformaram e partiram para cima de Guilherme com empurrões, socos e chutes. Os funcionários do posto de gasolina intervieram, mas não adiantou. “Eles não se inibiram, o pessoal do posto segurando e eles continuavam ameaçando e agredindo”, conta Guilherme. Uma viatura que passava pelo local parou. Porém, ao invés de segurança, o ativista sentiu descaso e preconceito.

A policial Lucimeire Ribeiro de Sales se recusou a reconhecer o ato como crime de homofobia e tentou dissuadir a vítima a abrir o Boletim de Ocorrência. “Ela dizia ‘Tem certeza que quer ir pra delegacia? Quando sair de lá é cada um por si’, dando a entender que eles poderiam me pegar de novo”, fala Guilherme.

Na delegacia, ela forneceu a versão dos bandidos: de que Guilherme tinha dado em cima deles de forma vulgar. Foi preciso um funcionário do posto testemunhar e desmentir a versão. O homem confirmou que Guilherme fora agredido por ser gay. Os agressores têm nome: Willyan Hoffmann da Silva, estudante; Vinícius Siqueli de Paula, operador de telemarketing; Daniel Moura Fragozo, estudante; Milton Luiz Santo André, estudante.

Os criminosos não se intimidaram nem com a polícia e continuaram ameaçando. “Eles diziam que iam me pegar, que sabiam quem eu era, não pararam de me ameaçar nem na delegacia, na frente da polícia”, diz Guilherme. Pelo contrário, a postura da polícia só podia lhes dar mais segurança e a certeza da impunidade.

Apesar de tudo, o BO foi registrado. Foram consumados os crimes de lesão corporal (art. 129), injúria (art. 140) e ameaça (art. 147). No entanto, a formalização da denúncia só se deu pela persistência e coragem de Guilherme e não por que a polícia tenha cumprido sua tarefa.

Mas essas não foram as únicas aberrações. A vítima teve negado o direito a usar o telefone. Durante o registro do BO, teve de dar seus dados, inclusive telefone e endereço, no mesmo local onde se encontravam os seus agressores. Na saída, os criminosos foram liberados junto com ele. A mesma policial, Lucimeire, se recusou a levá-lo, alegando que “tinha outra coisa a fazer”.

Guilherme teve de contar com a ajuda de amigos para ir embora. No dia seguinte, ele foi ao IML, onde houve “constatação de lesão”.

Impunidade criminosa

Agora, Guilherme está sob ameaça, e os criminosos estão soltos, podendo agredi-lo novamente a qualquer momento. “Se qualquer coisa acontecer com ele, quem vai ter que responder é a polícia, o governo do Estado, a Secretaria de Segurança”, afirmou Douglas Borges, da Secretaria Nacional GLBT do PSTU. “Essa policial e todos os outros que presenciaram o BO são cúmplices dessa violência, porque assistiram às ameaças e não fizeram nada para garantir a segurança do companheiro”, disse.

Esse não é um fato isolado em São Paulo, infelizmente. Nos últimos meses, uma série de agressões e atos homofóbicos aconteceram principalmente na região da Avenida Paulista, onde Guilherme foi vitimado. Em geral, as agressões partem de bandos fascistas, compostos por jovens brancos de classe média que se organizam e saem às ruas para “caçar” gays. A impunidade e o preconceito abrem espaço para que grupos criminosos como esse sigam se organizando e atacando livremente.

Essa violência fez com que o movimento GLBT reagisse e se unisse para denunciar e acabar com essa barbaridade. Guilherme é um dos ativistas que está à frente dessa organização. E ele não está sozinho. Na segunda-feira, 28, às 14h, Guilherme entregará o laudo do IML. “A ideia é reunir o maior número de pessoas possível na frente da delegacia, transformar a entrega do laudo num grande ato de solidariedade e de revolta por todas as agressões contra homossexuais”, conclama Douglas.

O movimento GLBT luta, hoje, pela aprovação do projeto de lei que torna a homofobia crime. A história acima só demonstra a necessidade e a urgência dessa medida. Não vai ser um bando de garotos preconceituosos que vai calar aqueles que se manifestam por igualdade de direitos.


Substituímos a palavra skinhead neste texto, acatando uma correção importante feita por Felipe Oliva, no Facebook. Como disse Felipe, Skinhead é outra coisa. Nem todo skinhead é racista ou fascista. Inclusive, skinheads não-racistas participaram da Marcha contra a Homofobia, no dia 19 de fevereiro em São Paulo.

domingo, 27 de março de 2011

NOTA PÚBLICA DO PSTU Basta de Oligarquia! Fora Roseana Sarney!


A heróica greve dos educadores da rede básica estadual já tem mais de vinte dias enfrentando a mídia patrocinada pela Oligarquia Sarney e a Justiça que tentam jogar pais e alunos contra as justas reivindicações da categoria. A categoria se mantém firme em todo o Estado mobilizada e denunciando o caos da educação pública no Maranhão e a ela se juntou também os policiais civis em greve desde o dia 22.

Neste momento Roseana está mergulhada em um mar de lama que já atingiu colaboradores diretos como os ex-superintendentes do INCRA Raimundo Monteiro e Benedito Terceiro envolvidos em desvio de verbas do instituto. Além disso vários setores do governo estão sob suspeita de fraudes em contratos e desvio de recursos.

O mensalão da FAPEMA, escândalo que mostrou o uso de bolsas de incentivo a pesquisa para pagar aliados políticos na última eleição deixou mais evidente que a governadora Roseana Sarney (PMDB) e seu vice Washington Luís (PT) estão inteiramente envolvidos em todas estas bandalheiras.

O quarto mandato de Roseana Sarney foi obtido à custa de muito abuso do poder econômico e político e as suspeitas de fraude eletrônica se mantêm até hoje. Agora Roseana tem que retribuir o apoio dado pelo empresariado e o latifúndio, seus principais financiadores de campanha, condenando os maranhenses a viver em um estado de miséria e violência.

É exatamente no “melhor governo da vida dela” que o Maranhão é atingido por um terremoto social de proporções imensas que vão desde os conflitos e mortes no campo, como de Flaviano Neto da comunidade quilombola do Charco, rebeliões e carnificinas nos presídios, paralisia nas obras do PAC do Estado com suspeitas de desvios de recursos, caos no sistema de saúde e a não realização do concurso público previsto desde o ano passado.

O protesto chamado pelo PSTU realizado na internet (Twittaço) foi só o primeiro passo. Ao colocar a campanha pelo Fora Roseana entre os assuntos mais comentados na rede ficou demonstrado que há uma vontade muito grande não só dos maranhenses, mas de todo o Brasil de dar um basta nesta Oligarquia que condena o povo do Maranhão a viver em condições desumanas.

O PSTU faz um chamado a todos os trabalhadores a construir uma grande mobilização para derrotar os ataques de Roseana aos trabalhadores do nosso Estado . O PSTU se dirige a todas as organizações sindicais, camponesas, populares e estudantis e aos partidos comprometidos com as reivindicações dos trabalhadores para que, conjuntamente organizemos um ato público exigindo imediatamente Fora Roseana!

Nós do PSTU acreditamos que só a ação direta do movimento dos trabalhadores, a mobilização das entidades sindicais, estudantis e populares pode dar um basta na Oligarquia que condena o Maranhão ao atraso e à miséria. Todo apoio à greve dos educadores e dos policiais civis do Maranhão. É preciso lutar, é possível vencer!

São Luis, 26 de março de 2011

Direção do PSTU no Maranhão

quinta-feira, 24 de março de 2011


Em tempo de queda de Ditadores e dando seqüência a apresentação de Letras de bons cantores e compositores, apresento mais uma de Raul Seixas. Como sempre antenado com o seu tempo ele faz uma crítica amistosa ao Ditador de Uganda Idi Amin Dada que nasceu em Koboko em 1935 e morreu, sob proteção do governo da Arábia saudita em 2003.

Em 1971, graças a um golpe militar, assumiu o poder e se transformou em um dos maiores déspotas da África, culpado pela morte de milhares de ugandenses. Ele iniciou seu governo com o apoio Britânico, em seguida rompe com Ingleses para surfar em maré própria. Entre seus hábitos constava o uso de cocaína. Raul, em sua letra, “brinca” muito com este seu hábito.
A quem se interessar sobre a vida deste Ditador é só assistir ao filme “O Último Rei da Escócia”. Nele, Idi Amin é interpretado pelo ator Forest Whitaker, inclusive fora premiado com o Oscar de melhor ator em 2007. Abaixo veja a Letra:

Ide a Mim Dada
Raul Seixas
Composição: RAUL SEIXAS/OSCAR RASMUSSEN

Ide a mim, Dada
Vinde a mim, neném
Bate uma, xará
Que eu quero outra também

Ide a mim, Dada
Vinde a mim, neném
Bate uma, xará
Que eu quero outra também

É que eu tô trazendo
A novidade total
Foi feito pra nós
Para o povo em geral
Quem dança comigo a dança do Ide a mim
Vai se viciar, não vai querer mais sair


Ide a mim, Dada
Vinde a mim, neném
Bate uma, xará
Que eu quero outra também


Ide a mim, Dada
Vinde a mim, neném
Bate uma, xará
Que eu quero outra também


Ide a mim, Dada
Vinde a mim, neném
Bate uma, xará
Que eu quero outra também


Nem de vitória, Nem de derrota eu falei
Tudo o que eu quero é ouvir o povo a cantar
Pra consciência é que eu não posso mentir
Pois meu travesseiro não me deixa dormir

I must go my way (tradução : devo seguir o meu caminho)
I must go my way
I must go my way

I must go my way
I must go my way
I must go my way

I must go my way

I must go my way

Ide a mim, Dada
Vinde a mim, neném
Bate uma, xará
Que eu quero outra também

Ide a mim, Dada
Vinde a mim, neném
Bate uma, xará

Que eu quero outra também

quarta-feira, 23 de março de 2011

VALE DO RIO DOCE FINANCIOU CAMPANHA DE 46 DEPUTADOS, GERDAU 27 E ARACRUZ 16.


Há muito tempo, nós do PSTU, vimos afirmando que as empresas, através do financiamento de campanha, são de fato quem elegem a maioria dos paralamentares deste país. Assim, consolidam cada vez mais suas posições dentro da política brasileira. Abaixo uma matéria oriunda do Site do MST ilustra esta afirmativa:


A Companhia Vale do Rio Doce ajudou a eleger para a Câmara dos Deputados este ano uma bancada do tamanho da do Rio de Janeiro. Foram nada menos que 46 deputados, beneficiados por doações legais da Caemi, Urucum e Minerações Brasileiras Reunidas, subsidiárias da mineradora. É mais do que os 31 deputados financiados pelo Itaú, os 27 da Gerdau, os 26 da Klabin e os 25 da Camargo Corrêa. Na operação, o conglomerado gastou R$ 5,3 milhões. O levantamento não considera o financiamento aos deputados não-eleitos e nem os gastos das empresas com candidatos a cargos majoritários e a deputado estadual. A notícia é do jornal Valor, 10-11-2006.

A empresa é uma personagem recente no mundo do financiamento eleitoral. Em 2002, a doação por meio das subsidiárias MBR e Docenave foi de R$ 590 mil para todos os candidatos, eleitos e não eleitos. Privatizada em 1997, sob forte oposição do mesmo bloco político que hoje apóia o governo federal, a Vale foi no ano passado o terceiro maior grupo privado nacional, segundo o anuário "Grandes Grupos", do Valor. Esta semana divulgou um lucro de R$ 4,1 bilhões no terceiro trimestre de 2006, alta de 46% em relação ao ano passado. Está distribuída em diversos estados do país.
A empresa não quis comentar sua estratégia política ou seus interesses no Congresso. "Todas as contribuições foram feitas dentro da lei. A Vale acredita no fortalecimento do processo democrático e as contribuições existem para isso", disse o gerente de relacionamento com a imprensa, Fernando Thompson.

O portfólio de financiados da Vale favorece os governistas: são 16 deputados do PT, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, do PCdoB paulista, 6 parlamentares do PMDB, 3 do PP, 3 do PTB, 2 do PL e o deputado eleito Ciro Gomes, do PSB cearense. Pela oposição, estão 7 tucanos, 4 pefelistas, 2 do PPS e o deputado eleito Paulo Pereira da Silva, do PDT paulista. Em sua grande parte, foram inimigos declarados da venda da empresa há nove anos.

Da mineração à siderurgia, há uma divisão no espectro político dos beneficiados. Pendendo para os oposicionistas, está a Gerdau, uma tradicional financiadora de campanhas. Para os governistas, a CNS (Companhia Siderúrgica Nacional). Apesar de ser cogitado para o novo ministério, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, controlador do quinto maior grupo privado nacional, demonstrou seu antagonismo regional com a base de apoio do governo.

Financiador de 27 deputados federais por meio de coligadas, o Grupo Gerdau só ajudou a 4 petistas, ante 6 tucanos e 5 pefelistas. Apenas um dos petistas é do Rio Grande do Sul, matriz da empresa e onde a Gerdau ajudou a bancar a campanha de 10 dos 30 deputados gaúchos. Procurada por este jornal, a assessoria de imprensa da empresa disse que não localizou alguém para comentar o assunto.

Já a CSN é uma das principais fontes de financiamento do comunismo no Brasil. A empresa ajudou na eleição de Aldo Rebelo, Jô Moraes (PCdoB-MG), Edmilson Valentim (PCdoB-RJ) e Manuela Pinto (PCdoB-RS). Deu R$ 100 mil para o primeiro e R$ 50 mil para os demais. Mas o maior beneficiado pela empresa foi Ciro Gomes, que recebeu R$ 500 mil. A controladora da CSN, Vicunha, investe no Ceará desde o tempo em que Ciro Gomes governou o Estado, entre 1991 e 1994. A empresa, que doou R$ 1,7 milhão para 16 deputados eleitos, decidiu não comentar o assunto.

As listas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral na internet não revela todas as empresas doadoras da campanha eleitoral. Há duas formas legais de doar recursos sem ser transparente. A empresa pode fazer a sua doação para o partido do candidato, orientando o repasse do valor para o seu preferido. Sob reserva, parlamentares comentaram que o Bradesco e o Santander usaram esta estratégia. Procurados pelo jornal, ambos os bancos não comentaram a manobra que teriam adotado.

A outra possibilidade é financiar uma instituição que represente o setor e faça as doações recomendadas. Na indústria do aço, um dos doadores é o Instituto Brasileiro de Siderurgia, que financiou 21 deputados eleitos, gastando com isto R$ 2,1 milhões. A entidade não quis se pronunciar. No setor de construção civil, o presidente da Associação Imobiliária Brasileira, Sérgio Ferrador, comentou a estratégia:

"A empresa manda o recurso para o caixa da AIB, que repassa este apoio. Não decidimos quem recebe mais ou menos, somos um instrumento das associadas", disse Ferrador, afirmando que, desta forma, as empresas visam "prestigiar a instituição". A AIB conta com apenas 50 associadas, da área de incorporação e construção de residências, um setor em fase de expansão no país. Foram doados recursos para 10 candidatos.

Parte é vinculada ao setor, como o ex-secretário municipal de Habitação em São Paulo, Paulo Teixeira (PT-SP), que recebeu R$ 150,1 mil, ou o ex-secretário municipal das subprefeituras de São Paulo, Walter Feldman (PSDB-SP), ganhador de R$ 400 mil. Outros, como Antonio Palocci (PT-SP) ou Michel Temer (PMDB-SP), não são diretamente vinculados ao setor. "Estes foram repasses pedidos pontuais por associados, que não queriam aparecer", disse.

A ironia de Lula sobre o lucro que o sistema financeiro teve em seu governo e a disposição do setor em apoiar a oposição é procedente. Entre os 31 parlamentares financiados pela Itausa e Banco Itaú, 9 são do PSDB e 5 do PFL. Apenas 4 petistas eleitos receberam doações, entre eles o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, com R$ 100 mil. Procurado pelo jornal, o Banco Itaú enviou uma nota: "A política do Banco Itaú de apoio a candidatos e partidos nas eleições sempre foi feita com total transparência (...) O Banco se reserva, no entanto, o direito de concentrar seu apoio a candidatos e partidos que, no seu julgamento, oferecem os programas e as idéias mais eficientes para melhoria das condições de vida da sociedade. Em linha com seu processo de governança corporativa e de transparência, o Itaú define os apoios num comitê composto por conselheiros e vários executivos", diz o texto.

Palocci também é o único novo deputado do PT entre os 12 beneficiados diretamente pelo Unibanco. Personagem do escândalo envolvendo os empréstimos do Marcos Valério para o PT, o BMG deu R$ 380 mil para 8 candidatos. Entre as empreiteiras, o PT transitou melhor, mas só em São Paulo. Na OAS, entre 23 deputados, 9 são petistas, sendo 8 paulistas. Entre os 25 deputados financiados diretamente pela Camargo Corrêa, 7 são do PT, sendo 6 de São Paulo. O levantamento não inclui todas as coligadas do grupo.
Em alguns estados, os financiadores tiveram peso decisivo. No Espírito Santo, a Aracruz financiou a campanha de 7 dos 10 deputados eleitos. No total, a empresa financiou a eleição de 16 parlamentares, gastando R$ 1,034 milhão. Lá está a maior parte da produção de celulose da empresa. Por meio de nota, a Aracruz disse buscar "a melhoria da governança pública nos níveis federal, estadual e municipal e promoção do desenvolvimento sustentável e fortalecimento da cidadania e democracia". Em Goiás, dois frigoríficos - Bertin e Friboi, bancaram as campanhas de 9 dos 16 deputados. Somente no estado, gastaram somados R$ 2,7 milhões. No total, o Friboi financiou 15 deputados e o Bertin, 10.

Fonte : sítio do MST

terça-feira, 22 de março de 2011

Libertados os presos políticos detidos durante protesto contra Obama Ativistas permaneceram quase 70 horas confinados, acusados sem qualquer prova


Após quase 70 horas detidos, finalmente foram libertados, na noite desse dia 20, os ativistas presos durante uma manifestação contra a vinda de Obama ao Brasil no Rio. Com grande emoção, os últimos presos políticos no presídio Ary Franco foram recebidos pelos próprios companheiros.

As prisões ocorreram na noite do dia 18, em frente ao consulado dos EUA. Acusados de “lesão corporal” e tentativa de incêndio, sem qualquer prova, os ativistas passaram a noite na delegacia e foram transferidos no dia seguinte para presídios. As mulheres foram transferidas para o presídio de Bangu 8, enquanto os homens foram para o presídio Ary Franco, em Água Santa, onde tiveram as cabeças raspadas. Um dos detidos era menor de idade e foi encaminhado ao Centro de Triagem da Ilha do Governador.

Prisões políticas
Nove dos 13 presos eram militantes do PSTU. Todo o processo, segundo o advogado criminalista Jorge Bulcão relatou ao Portal do PSTU, não passa de uma “aberração jurídica”. Primeiro, a PM deteve 13 pessoas de forma aleatória após reprimir o protesto contra
Obama. Depois, expôs na delegacia o que seriam os artefatos encontrados com manifestantes: um coquetel molotov, um soco-inglês e uma mochila com pedras, junto a isso um cartaz e uma bandeira do PSTU. A intenção era clara: associar os artefatos e a explosão de um molotov ao partido.

Seguindo a seqüência de arbitrariedades, a Justiça negou a liberdade provisória aos presos, alegando que representariam “a
meaça” à ordem pública enquanto Obama estivesse no Brasil. Alegou até mesmo que os ativistas “maculariam” a imagem do Brasil no exterior, e citaram as Olimpíadas de 2016. O habeas corpus só foi aceito na manhã desse dia 20, segunda-feira, 1 hora após Obama deixar o país.

Campanha e liberdade
As prisões, porém, não arrefeceram as mobilizações. No domingo, dia 19, um ato contra o imperialismo reuniu cerca de 800 pessoas no Rio e encampou como uma de suas principais bandeiras a libertação dos presos. A solidariedade também foi fundamen
tal. Parlamentares como Chico de Alencar (PSOL) e Lindberg Farias (PT) visitaram os ativistas nos presídios e divulgaram nota exigindo sua libertação. Entidades de todo o país enviaram moções e uma petição pública em defesa dos presos recebeu mais de 6 mil assinaturas em pouco mais de dois dias.

O menor de idade foi liberado no dia 20. Uma das ativistas, uma senhora de 67 anos, foi liberta na madrugada do dia seguinte. O alvará de soltura do restante dos presos só saiu no final da tarde. Primeiro as 2 mulheres foram soltas de Bangu 8 e, por fim, o restante dos presos saíram de Ary Franco.

Foi sem dúvida uma grande vitória e um belo exemplo de luta e solidariedade. Mas que não termina aqui. Os companheiros detidos ainda estão respondendo pelos crimes nos quais foram indiciados. É preciso continuar a campanha para a suspensão do processo para que este não se torne um perigoso precedente de criminalização dos movimentos sociais.

Na tarde desta terça-feira, às 14h, os presos darão uma entrevista coletiva.

segunda-feira, 21 de março de 2011

DISCURSO DE UM VETERANO AMERICANO NA GUERRA DO IRAQUE


Autor: Mike Prysner
Mike Prysner é um jovem veterano da guerra do Iraque. Seu testemunho ganhou o mundo nos últimos meses. Mike faz parte da IVAW (Iraq Veterans Against the War), organização de ex-combatentes contrários à guerra. Ele concorreu a uma vaga no congresso pela Flórida, em 2008, pelo Party for Socialism and Liberation (PSL), tendo perdido para candidatos pró-guerra. Ocasionalmente, ele escreve no blog de Michael Moore (ao contrário do que pode ser encontrado na internet, Mike está vivo e bem de saúde). Para mim, independente do que possa vir a fazer esse rapaz, sempre acharei o referido discurso arrebatador.

Por motivo alheio a minha vontade não estou conseguindo postar o vídeo que contem o discurso, portanto indico só o caminho no youtube http://www.youtube.com/watch?v=JFOmnAjk1EQ

URGENTE: Justiça decide libertar presos políticos. Ato contra Obama será realizado hoje, às 17h, nas escadarias do Theatro Municipal


DA REDAÇÃO do SITE do PSTU



• Cerca de uma hora após o presidente Barack Obama ter deixado o país, a Justiça deu um despacho a favor da libertação dos 13 manifestantes, presos desde a sexta-feira, após protesto no Consulado dos Estados Unidos. O grupo está nos presídios de Bangu 8 e Água Santa e deve ser liberado nas próximas horas. No sábado, um juiz de plantão havia negado a liberdade, alegando que os ativistas representariam uma ameaça ao presidente norte-americano e poderiam "macular" a imagem do Brasil.

Durante o final de semana, uma grande campanha foi feita, com atos e milhares de assinaturas de apoio aos presos. "Estamos aliviados e agradecidos por toda a solidariedade. Foi o que garantiu a liberdade ao grupo. Agora é ver se todos estão bem", comemorou Cyro Garcia, presidente do PSTU, partido que tem 10 militantes presos. Cyro criticou o caráter político das prisões e até na libertação. "Nada vai apagar o que aconteceu. Foi um ataque sem precedentes aos direitos humanos. Obama discursou falando da democracia, comemorando não estarmos mais em uma ditadura, mas o governador deixou pessoas inocentes em presídios até que a viagem terminasse. O governo de Dilma, presa na ditadura, não fez absolutamente nada", afirmou.

O grupo ficou em celas isoladas nos presídios, mas ainda assim, os advogados irão averiguar indícios de maus tratos. "Todos os homens em Água Santa tiveram a cabeça raspada", conta Aderson Bussinger, da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, que acompanha o caso. "Obama veio aqui e deixou um Guantánamo. E ninguém noticiou", completa Cyro.

Uma situação especial é o de Maria de Lourdes Pereira da Silva, de 69 anos. A senhora, que também é conhecida pela torcida do Fluminense como “Vovó tricolor”, pela assiduidade aos jogos, estava passando pelo Centro do Rio, na sexta-feira, quando se juntou ao grupo que dizia “Obama, go home”. Ela terminou presa em Bangu 8 com Gabriela Proença da Costa, estudante de Artes da Uerj, e a professora Pâmela Rossi. Por ironia, o presidente Obama recebeu uma camisa do Fluminense durante a visita a uma escola de samba, no Rio de Janeiro.

Os presos irão deixar o presídio acompanahdos por oficiais de justiça, em ônibus e carros da secretaria de Segurança, em direção ao Instituto Médico Legal, onde farão exames. De lá, seguirão para uma entrevista coletiva, com seus parentes. Em seguida, às 17h, um ato público será feito nas escadarias do Theatro Municipal, onde Obama discursou. "Vamos lavar as escadarias e abraçar os presos", comemora o professor Miguel Malheiros. "Não vamos parar aqui. Também vamos exigir que sejam retirados as acusações, para que não retornem a prisão mais à frente apenas por estarem em um ato pacífico e em defesa do nosso petróleo", completou.

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BARAGANHÃO

Estive este final de semana nas altitudes da nossa Ilha (RAPOSA)conversando sobre Música e arte com o Poeta e Cantor Luiz Lima, além do músico alemão Klaus. Além de arte falamos sobre a Republica do Barganhão um conto que o referido poeta está escrevendo e publicando em seu blog. Abaixo vocês encontrarão o Tomo I:

Barganhão uma terra de, Oligarcas, filhotes e puxa sacos – tomo I





Episódio: J. Spolleto, o paladino sindical e seu ágil cruzado de esquerda
contra a lábia de direita do oligarca truculento Jonh Casteleta


Das lendas, contos e estórias do doutrinado Kuskuskintê, que datam da bobina do pergaminho perdido pelo tataravô de Mato-azul-do-além bem pra lá do verde, amarelo e branco, ao reino distante, situado justamente na parte onde se acaba o mapa, às margens da grande floresta dominada e grilada por quem tomou de posse desde as entradas, e sem licença nenhuma; pra depois, mais fechado que a mão de Zé avarento, se debruçar para fazer as leis e, que se diga de passagem, sempre rodeado de testemunhas “bajuladores”, espécies oriundas de todos os cantos sinistros da bolsa escrotal. Coisas que se proliferam na velocidade em que se aprisionam os jumentos, até os dias de hoje e que, também, são conhecidos como puxa sacos... Oh raçazinha sanguinolenta da peste ensebada! Só matando na unha!

Pois bem, estamos tratando do reino da República Federativa do Barganhão: terra do olho gordo, do só-serve-se-for-de-marca, produto do ano, cúpula dos oligarcas, ou seja, senhorio, coronel, donos de quase todos os sistemas de comunicação, patronos de televisão, rádio e até de correspondências manuais já inseridas na tarja com código de barra da era rede digitalizada “laser-lesa”. Aquela que lesa o bolso, com ou sem carteira, e ainda causa uma leseira, uma calma de doido, que logo adiante será relatada.

Pois é, voltando ao assunto, olha que tem etiqueta de oligarca para todos os tipos e gostos: oligarca come quieto, de lucro rápido, visse! Rápido que nem sarna de cachorro, e fácil que nem sarnambi no prato de pobre! Ah! Tem, também, oligarca truculento. Esse tipo, ganha tudo na mão grande, mas tem a inconveniência de carregar o fardo da ficha suja! Tem outro, o oligarca dissimulado, que pega de pouquinho em pouquinho, mas quando almeja coisa grande... Humm! Mela-se todo! Aí vira alvo fácil...

E são tantos outros arrimos que até se perde a linha pela falta de dedos leves para contar. Mas, também, pra enfrentar o povo brabo de lá daquelas bandas, tem que ter saúde de ferro e aquilo roxo. É por, isso então, que tem que ser na base do pai-jura-que-tudo-sara. Não é brincadeira, não! Ainda bem que isso não é o tempo todo; só acontece de dois em dois anos, pois chega a época das eleições, pense na loucura! O bicho pega daqui, pega de lá, pega de todo lado, parece um pardieiro, um cabaré dos infernos. Corre num tome-e-me-dê, e é mão no bolso, na bolsa, é dedo na cara: uma esculhambação total...

Mas, nunca é tarde para sermos justos em lembrar e afirmar sobre a incansável luta travada por J. Spolleto: um cabra franzino, peso pena, um esquerdista renomado, encarnado de nascença, remanescente do estratégico grupo de combate da colina do maestro, que era liderado pela dupla de dois Fielastro e Sãotuchê; mas que nunca ganhou nada, e também nunca perdeu; até porque para perder é preciso primeiro ganhar, já dizia o velho sábio provérbio do mestre Kuskuskintê!

E que se diga, também, nunca fugiu da luta, ainda que fossem sempre batalhas de goela, o bicho era osso duro de roer! O único detalhe que se podia cobrar do paladino era a eterna ausência de uma revolução armada, até porque ele era fraquinho no quesito mão no gatilho, o único gatilho que ele tirava de letra era o de botar a boca no trombone sem vara, o que é sempre bom destacar, contra o maldito arrocho salarial imposto à classe trabalhadora por um oligarca-mor conhecido por centenas de outros reinos. Esse sabia como poucos assobiar e chupar o sangue da classe operária.

Cabe, também, lembrar de um famoso e notório debate travado entre J. Spolleto e o oligarca truculento Jonh Casteleta, que carregava a fama de comer criancinhas: um verdadeiro jumento sentado que usava de sua ardilosa retórica - meu nome é trabalho; eu faço ruas, faço adjacências e o capeta a quatro... Jargão de uso muito comum entre as oligarquias predominantes e que por ironia maior do destino, os ditos cujos não se refletiam diante do espelho. Sobrou para as herdeiras do trono a famosa lenda: “espelho, espelho meu” e piririm, piririm, piririm, pororó, pororó, pororó.

Discurso que era rebatido pelo clássico soado de goela do heróico companheiro das lutas de classe, J. Spolleto, que de, rompante, trazia à tona o episodio brutal sobre a ordem de mando do oligarca, executado pela milícia à base de fanta, que não era nem de uva ou laranja, e, sim, de paulada e bogs-de-com-força na futura classe trabalhadora, que ainda estava no ensino médio. Coisa que o truculento oligarca fazia questão de minimizar dizendo que J. Spolleto estava muito exaltado e que ele não lhe estava reconhecendo. Coisas que acontecem com muita freqüência nos reinos conduzidos por oligarcas e seus fiéis, bainhas e pela-sacos, “profissional diplomado”, como costumam encher a boca para dizer muitas vezes, sem dentes.

Bem, no mais, é um povo descansado por demais, lesado por uma leseira tamanha, lembra! E olha que há milhas de léguas dá até para se escutar o ranger das escápulas no balançar das redes! E o chiado aumenta mais entre 12 e 14 horas... Também, é uma fartura de dar gosto principalmente aos afiliados da seita quantitativa: “te dou (x+2) tu me devolve (1+x)”; equação que sempre dá certo, pois o fechamento da contabilidade fica por conta de outros agregados do sistema feudal... e pro resto dos que ficam de fora: “musiquinha neles Barganhão”!


continua com episódio: “Extra, extra, o grande circo Mão-de-lona, chega a Barganhão
lamentando a triste ausência de Kidpalhaço e do Galogalante”


Uma estória de ficção, toda e qualquer semelhança
com a realidade trata-se de mera coincidência.

Nota da LIT-QI sobre a intervenção imperialista na Líbia Abaixo a intervenção imperialista no Oriente Médio e Norte da África! Abaixo Kadafi e todas


Uma nota da LIT-QI publicada no site do PSTU revela o que há por trás dos ataques liderado pelos Estados Unidos ao povo Líbio e qual deve ser a posição dos Revolucionários em relação ao Ditador Kadaf.

• O Conselho de Segurança da ONU votou uma zona de exclusão aérea para Líbia. Essa medida é parte de uma resposta recente do imperialismo contra o processo revolucionário no Norte da África e no conjunto do Oriente Médio. Para o imperialismo, o avanço da revolução árabe é uma ameaça gravíssima, pois coloca em questão um dos pilares centrais da ordem mundial, o lugar onde estão as mais importantes fontes de petróleo e do gás do mundo. Também coloca em perigo a existência do Estado de Israel, que serve como um estado policialesco e militar do imperialismo no Oriente Médio.

Diante do fato de que as revoluções na região não cessam, ameaçando se estender inclusive para a Arábia Saudita, o imperialismo decidiu intervir militarmente e conter o processo a qualquer custo, antes que perca completamente o controle. Por isso o imperialismo, após uma alta discussão e indecisão, se votou pela intervenção militar na Líbia. A mesma intervenção é parte de um contra-atraque militar coordenado em várias frentes, assumindo diferentes formas, mas com o mesmo objetivo.

Em Bahrein, sede da Quinta Frota dos Estados Unidos, diante da ocupação da principal praça da capital pelas massas que ameaçam derrubar a monarquia, e pela crise do mesmo exército do emir, incapaz de reprimir os protestos, o imperialismo resolveu intervir através das tropas da monarquia saudita e dos Emirados Árabes Unidos, seus agentes incondicionais. No Iêmen, está estimulando a feroz repressão do ditador Saleh, que tão apenas nesta semana deixou mais de 40 mortos.

A zona de exclusão aérea na Líbia
Na Líbia, o imperialismo tem tomado a decisão de intervir militarmente com suas próprias forças e sob a cobertura da ONU, decretando uma zona de exclusão aérea que se converte em uma a licença para a intervenção militar. Isso significa que as forças armadas do imperialismo, através da OTAN, estão autorizadas a atacar qualquer instalação militar líbia.




Preocupado pelo profundo desgaste criado por suas intervenções no Iraque e no Afeganistão, o imperialismo norte-americano tratou de buscar uma ampla frente para respaldar sua intervenção militar, com os demais imperialismos da Europa, além da Rússia e China e0, inclusive, com a União Árabe. Para isso utilizou como desculpa o genocídio desatado por Kadafi, visto por todo mundo pelas telas da televisão. Mas esse não é o verdadeiro motivo para a intervenção. Se fosse verdade, como explicar que ao mesmo tempo, o imperialismo apoia as monarquias da Arábia Saudita, Bahrein e o ditador do Iêmen, que estão reprimindo e assassinando manifestantes?

Qual o motivo a intervenção imperialista?
O pretexto dessa intervenção militar sob a cobertura da ONU não são os massacres de civis realizados por Kadafi. O imperialismo se aproveita da indignação generalizada contra Kadafi, voltar a intervir militarmente de forma direta em uma região onde a revolução árabe está em pleno curso.

É tal o grau de radicalização do confronto do povo líbio contra Kadafi, que o imperialismo intervém para evitar que uma guerra civil e a revolução se estendam para o conjunto do mundo árabe, seja no caso de vitória militar imediata de Kadafi, que abriria a possibilidade de uma guerra de guerrilhas, ou no caso de uma guerra civil prolongada em um país central para o fornecimento de petróleo. Algo que poderia gerar movimentos de apoio e incendiar toda a área.

O ditador que antes foi apoiado por nos, recebido nas capitais européias com cerimônias de honra, agora recebe outro tratamento das potencias depois que a população se levantou em armas. Cinicamente, os governos imperialistas passaram a adotar outra táctica, retiraram seu apoio a Kadafi para impor uma saída que estabilize a situação e imponha seus interesses,

O que mudou para o imperialismo não foi o fato de que Kadafi passou a massacrar civis. Mas sim explodiu uma revolução e uma insurreição armada contra o ditador apoiada pela maioria da população.

Por outro lado, existe uma preocupação do governo Obama com a situação política e o desgaste dos EUA com as ocupações do Iraque e Afeganistão, um desgaste que repercute fortemente nos Estados Unidos. Por isso foi buscar o apoio dos povos árabes, e do líbio em especial, para essa intervenção. Daí também a importância de conseguir o apoio da Liga Árabe para a decisão de decretar a zona de exclusão aérea.

A reação dos insurrectos
No início da insurreição os rebeldes capturaram um helicóptero com oficiais ingleses que queriam negociar com eles, mas imediatamente os expulsaram. Tinham uma hostilidade clara ao envolvimento do imperialismo na luta do povo líbio. O imperialismo esperou que a situação mudasse, aproveitando do baixo no ânimo do povo líbio diante dos massacres e das derrotas militares que expressaram uma superioridade bélica a favor de Kadafi. Contra os comitês populares com trabalhadores sem experiência no manejo das armas, estão as Brigada Khamis, divisões bem armadas e treinadas que combatem por Kadafi.

O imperialismo aproveitou-se de um momento na guerra civil no qual havia uma ofensiva das tropas de Kadafi contra as cidades libertadas pelos rebeldes. Na ofensiva os rebeldes perderam boa parte de suas conquistas e se sentiam cercados. Isso gerou uma atitude de expectativa por alguma ajuda externa ao povo líbio ameaçado pelos massacres de Kadafi. Ao contrario dos primeiros momentos, nos qual os comitês populares haviam recusado a intervenção imperialista com cartazes e declarações, a intervenção agora recebeu apoio popular, que se refletiu inclusive com cartazes em Bengazi.

É preciso denunciar os dirigentes burgueses líbios da oposição que estão chamando a apoiar as decisões da ONU. Grande parte destes dirigentes vieram do regime de Kadafi, e agora chamam abertamente à intervenção militar imperialista com tropas terrestres. Isso demonstra como estão dispostos a servir de agentes do imperialismo e a trair a revolução líbia.

Nós da LIT_QI estamos ao lado da revolução líbia, contra Kadafi, apesar da posição pró-imperialista de vários dirigentes da oposição. Mas queremos alertar aos manifestantes de Bengazi: essas tropas imperialistas, uma vez que entrem na Líbia, serão os novos ocupantes do país. E a primeira medida que vão tomar será desarmar os comitês populares para garantir que o governo atenda seus interesses. Mesmo que sejam tropas da ONU sua tarefa será essa, e quem se opor será reprimido por essas tropas.




A presença de tropas estrangeiras servirá para dar ao imperialismo o controle sobre a Líbia como o que impôs no Iraque e Afeganistão. A prova disso é o seu apoio à repressão sangrenta em Bahrein e Iêmen que tem a mesma razão de fundo: impor uma estabilização de acordo a seus interesses. Por isso somos completamente contra a essa intervenção e chamamos os insurrectos a repudiá-la e a combatê-la. Há dois inimigos a combater: Kadafi e o imperialismo que vem controlar o país com um “discurso humanitário e de paz". Ademais, a intervenção serve de desculpa para Kadafi se apresentar como vítima e “defensor da soberania nacional”.

Duas polêmicas
Neste momento encontramos dois tipos de posições na esquerda que devem ser combatidas duramente: Ao redor de Fidel Castro, Daniel Ortega e Chávez, os "amigos de Kadafi", armou-se uma posição que afirmava que era necessário apoiar a Kadafi porque o imperialismo se enfrenta com o ditador e suas supostas medidas “antiimperialistas” . Isso é completamente falso: o imperialismo tem sustentado a Kadafi, vendeu armas a ele e treinou seus soldados nos últimos anos. Ademais, Kadafi disse aos governos imperialistas, reiterando durante os confrontos, que ele sim poderia continuar garantindo os interesses do imperialismo com respeito ao petróleo, continuar combatendo o terrorismo da Al Qaeda e a colaborar com as potências imperialistas e com União Européia para impedir que os imigrantes ilegais da África cheguem a Europa.

Kadafi, que no passado teve sérios confrontos com o imperialismo (assim como a direção cubana e sandinista, hoje é seu sócio) e está reprimindo sangrentamente essas mobilizações, a tal ponto que provocou uma guerra civil.

Mas Fidel Castro, Hugo Chávez e Daniel Ortega estão do lado do genocida Kadafi nesta guerra. Esses dirigentes que se dizem representantes da esquerda seguem defendendo um carniceiro que era amigo do imperialismo. Chegam a negar e a duvidar (falam de guerra mediática) dos ataques contra os civis e massacres que foram vistos em todos os meios da imprensa mundial. No entanto, Kadafi confirmou os ataques com um comentário cínico onde dizia que "fazia o mesmo que Israel em Gaza", isto é, massacres genocidas contra a população civil. O fato é que foi Kadafi e sua prática genocida que criou toda uma situação política e ofereceu argumentos para o imperialismo intervir militarmente.

Alguns defensores deste tipo de posição dizem que a decisão do Conselho de Segurança confirma sua análise, mas há que ver para além das aparências: se agora todas as potencias imperialistas resolvem intervir, com o beneplácito da Rússia e China, é justamente para garantir os acordos que tinham com Kadafi. E por mais que o ditador se disponha em mantê-los ele já não é mais uma garantia.

Outra posição na esquerda é uma grave capitulação ao imperialismo: referimo-nos aqueles que saúdam a intervenção do imperialismo "em defesa dos civis". Alguns se limitam a apoiar a zona de exclusão aérea já aprovada, outros inclusive apóiam que o imperialismo intervenha com tropas de paz. Esses setores confiam em que as tropas da ONU são a paz...

Para eles, frear o massacre significa apelar às instituições internacionais. Mas quem propõe como saída a intervenção imperialista se esquece do papel da ONU no Afeganistão, Palestina, Iraque e em todas as ocupações supostamente "humanitárias". São aqueles que vêem em Obama um rosto humano por mais que continue ocupando o Afeganistão, o Iraque e bombardeando o Paquistão.

Essa posição é tão nefasta que leva os trabalhadores a apoiarem uma intervenção imperialista na Líbia, cujo objetivo será a formação de uma base para a ocupação e a opressão do povo líbio e um ponto de avançada para atacar o conjunto da revolução árabe. É necessário que nos países imperialistas se faça uma forte campanha contra o envio de tropas, desmontando a campanha que estão fazendo para justificar sua intervenção militar. É preciso se mobilizar contra os governos que participam dos planos de ocupação.

A saída: a revolução árabe
A intervenção militar imperialista serve para enterrar a revolução. O campo da revolução deve enfrentar esta intervenção, pois o novo ocupante reprimirá todo aquele que se oponha a ocupação.

A revolução líbia é parte da revolução árabe e tem um grande apoio no Norte da África, Oriente Médio e entre os trabalhadores de todo mundo, em especial da Europa, onde a relação é muito estreita pela presença de uma forte comunidade imigrante árabe. Mas é necessário transformar essa solidariedade em força de combate para derrotar a Kadafi pela ação de massas de toda a região, a mais ampla possível. É preciso chamar a mais ampla solidariedade com a revolução. Nos países árabes há uma primeira tarefa que é exigir dos governos a retirada do apoio à intervenção imperialista aprovada pela Liga Árabe. É preciso chamar à solidariedade ativa das massas árabes através do envio de armas e voluntários para combater essa ditadura assassina.

Em particular nos países onde a revolução tem um forte desenvolvimento e que são vizinhos de Líbia, como Egito e Tunísia. É necessário denunciar esses governos por sua posição atual e exigir que retirem o apoio à intervenção votada pela Liga Árabe, e que rompam com o ditador Kadafi facilitando o envio de apoio em alimentos, remédios e armas aos rebeldes.

O exemplo da guerra civil espanhola e da nicaraguense demonstrou que quando se trata de uma guerra civil onde de um lado está uma ditadura assassina e de outro o povo em armas, é possível que ativistas de todo mundo se somem ao combate do lado da revolução, como brigadas internacionalistas de apoio. Especialmente no mundo árabe, que vive uma revolução, é possível organizar milhares e milhares de trabalhadores e jovens para lutar contra essa ditadura sanguinária. Essa política deve estar pronta a combater qualquer intervenção imperialista que tente dominar o país e que possa esmagar insurreição.

Também é urgente o apoio à revolução no Bahrein e Iêmen. A revolução árabe é um processo único, o resultado em cada um dos países influenciará no desenvolvimento do conjunto do processo. O futuro da revolução egípcia e tunisiana também é jogado na Líbia.

Não a intervenção imperialista!

Não a zona de exclusão aérea sob o controle da ONU!

Não ao envio de tropas imperialistas à Líbia, sejam da ONU, OTAN ou de outros países!

Fora as tropas sauditas e dos Emirados do Bahrein!

Abaixo Kadafi! Todo o apoio à insurreição líbia!

Abaixo a monarquia de Bahrein, a ditadura de Iêmen e todas as ditaduras árabes!

Todo apoio à revolução em Iêmen e Bahrein!

Viva a revolução árabe!

Liga Internacional dos Trabalhadores

sábado, 19 de março de 2011

Juiz diz que manifestantes ameaçam Obama e nega pedido de soltura Pedido foi feito com apoio de comissão de parlamentares


Juiz diz que manifestantes ameaçam Obama e nega pedido de soltura

Pedido foi feito com apoio de comissão de parlamentares, incluindo o senador Lindberg Farias, do PT

Advogados dos 13 manifestantes presos no ato em frente ao consulado norte-americano entraram neste sábado com um pedido de revogação da prisão. No entanto, o juiz de plantão julgou que a libertação dos 13 ativistas colocaria em risco a "ordem pública" durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

"O juiz alegou que, como a visita ainda não terminou, a liberdade poderia ameaçar o 'evento' e 'macular' a imagem do Brasil", conta Cyro Garcia, presidente do PSTU-RJ. "É um argumento tão rídiculo, que só mostra o quanto essa prisão é política. Parece haver uma ordem de só libertar o grupo depois que o Obama se for", conclui.

O pedido foi entregue acompanhado de uma comissão de parlamentares, formada pelo senador Lindberg Farias (PT), pelos deputados federais Chico Alencar (PSOL), Jean Wyllys (PSOL), Stepan Nercessian (PPS) e a deputada estadual Janira Rocha (PSOL). Lindberg foi recebido em nome da comissão, e argumentou pedindo a libertação do grupo. O juiz manteve-se irredutível, o que motivou os parlamentares a preparar uma nota pública, em defesa do livre direito de manifestação e contra as prisões, assinada ainda pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).

Os manifestantes estão nos presídios de Água Santa e em Bangu 8. Um menor de idade está preso, e pode ser recolhido ao Instituto Padre Severino. O próximo passo dos advogados do PSTU será neste domingo, 20, com o pedido de habeas corpus para todos. O partido também promete um grande ato em protesto contra as prisões e a visita de Obama, às 10h deste domingo, no Largo do Machado. Na internet, apenas neste sábado, cerca de duas mil pessoas assinaram uma petição pela liberdade do grupo.


LEIA MAIS no site do PSTU
Nota dos parlamentares em defesa do direito de manifestação

Presos políticos são transferidos para presídios. Proteste!

Lista dos presos

URGENTE: Presos políticos do PSTU estão sendo levados para Bangu e Água Santa



• Depois de passar a madrugada na 5º DP (Gomes Freire), os 13 detidos nesta sexta-feira, 18, foram levados para presídios por volta das 8h de hoje. Após exame de corpo-delito no IML, os homens serão encaminhados ao presídio de Bangu 8 e as mulheres ao presídio de Água Santa. Dos 13 presos, 10 são militantes do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU)


Os manifestantes foram enquadrados em vários artigos, e não terão direito a fiança. A principal acusação é de ter tentado "causar incêndio" no consulado dos Estados Unidos. "É uma vergonha o que está acontecendo. É uma prisão política. São presos políticos do governo Sergio Cabral e de Dilma, no momento em que Obama desembarca no Brasil", protestou o presidente do PSTU no Rio de Janeiro, Cyro Garcia. "Estamos muito preocupados com a segurança de nossos militantes e faremos uma campanha internacional pela liberdade deles", afirmou.

Os 13 manifestantes foram presos após um coqueter molotov ter sido lançado no ato em frente ao consulado. Na noite de ontem, o partido lançou umcomunicado à imprensa, no qual reafirma o caráter pacífico da manifestação e que nenhum militante do partido organizou ou participou do ataque. "Os policiais sabem que quem foi preso não tem nada a ver com o que houve. Tem gente lá presa sem nenhuma prova, apenas porque levantou um sapato contra a bandeira dos Estados Unidos. É um absurdo", afirma Cyro. "Estão criminalizando os protestos e o partido. É um absurdo a polícia exibir cartazes políticos e bandeiras do partido como provas aos fotógrafos, como quem exibe armas," protesta.

Os advogados do PSTU estão entrando na Justiça com um pedido de libertação dos presos, já que não há provas contra eles. Também questionam os artigos apontados pelo delegado, que torna o crime inafiançável. O partido fará um ato neste domingo, às 10h, contra a visita de Obama e pela liberdade dos presos políticos. Hoje, em Brasília, militantes do partido irão até a Praça dos Três Poderes, também para exigir a libertação.

sexta-feira, 18 de março de 2011

CSP-Conlutas convoca protesto contra a visita de Obama no Brasil Atos acontecem no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília


DA REDAÇÃO do PSTU*



• Ao mesmo tempo em que a Embaixada norte-americana e o governo brasileiro preparam o palanque para a recepção de Barack Obama no país, sindicatos e movimentos sociais preparam uma outra recepção ao presidente. A CSP-Conlutas está convocando protestos no Rio contra a vinda de Obama e o imperialismo norte-americano.

A convocação para a organização de atos públicos contra o presidente norte-americano foi aprovada por unanimidade durante a reunião ampliada da Executiva nacional da entidade, realizada nesse dia 15. Estiveram presentes na reunião, além de sindicatos, oposições e movimentos que compõem a CSP-Conlutas, partidos como o PSOL e o PSTU e entidades como o Jubileu Sul.

Foram aprovados dois atos públicos, um para a próxima sexta-feira, dia 18, às 16h na Candelária e outro para domingo, no Largo do Machado, durante o discurso de Obama.

Por que protestar contra Obama?
As manifestações vão denunciar os interesses do imperialismo norte-americano sobre o petróleo do Pré-Sal, e os acordos que serão assinados com o governo Dilma para entregar o recurso aos EUA. Também serão denunciados os planos de livre comércio entre Brasil e os EUA, que pretendem retomar a ideia da Alca.

Os manifestantes também vão exigir que os EUA não invadam a Líbia e que parem de intervir contra a revolução árabe. Vão ainda protestar contra a ocupação ianque do Iraque e do Afeganistão, assim como exigir a retirada das tropas brasileiras do Haiti, que estão lá a serviço das multinacionais norte-americanas.

Nesta quarta, dia 16, vai ocorrer uma plenária para ampliar as forças envolvidas no protesto, assim como organizar a manifestação. A plenária ocorre às 18h na sede do Sindipetro-RJ.

Outros estados
Além do Rio, outras cidades terão protestos contra o imperialismo. Em São Paulo, a manifestação será na sexta-feira, 18, na Praça do Ciclista, cruzamento da Avenida Paulista e Rua da Consolação.

Em Belo Horizonte, é o PSTU quem está organizando a manifestação. Além de protestar contra a presença do presidente norte-americano, os companheiros vão defender as revoluções no mundo árabe e exigir a queda do ditador Kadafi na Líbia. O ato será na Praça Sete, a partir das 16h.

Ao chegar ao Brasil, Obama participa de atividades em Brasília. Ativistas estão chamando na internet um protesto na Esplanada dos Ministérios, no sábado, às 10h.


*Com informações da CSP-Conlutas-RJ

quinta-feira, 17 de março de 2011

Inércia do governo pode aumentar tragédia no Japão Depois do terremoto e das tsunamis, japoneses estão ameaçados de sofrer um desastre nuclear


Na última sexta-feira, dia 11, o Japão foi atingido por um dos maiores terremotos já registrados no mundo, chegando a uma magnitude de 9 pontos na escala Richter. Na sequência do terremoto, o país sofreu também com um tsunami que devastou algumas cidades da costa nordeste do país. As imagens do tsunami destruindo casas, carros, aviões e da pilha de destroços sendo arrastados pela força das ondas são impressionantes.

Pela intensidade do terremoto, o desastre poderia ser ainda maior, caso se abatesse em outro país e não no rico Japão. Para efeito de comparação, o tremor que matou mais de 230 mil pessoas no Haiti, em janeiro de 2010, foi 900 vezes menor do que o tremor japonês. Ou seja, se o mesmo terremoto, seguido por um tsunami, ocorresse em algum país pobre como Haiti ou a Indonésia, o número de vítima certamente estaria na casa de centenas de milhares. É importante lembrar que Indonésia e Sumatra sequer foram alertados do tsunami que devastou esses países em 2004.

Desastre nuclear
No entanto, a tragédia japonesa agora ameaça a se transformar numa grande catástrofe nuclear. A usina nuclear Fukushima 1, cerca de 250 quilômetros a nordeste de Tóquio, sofreu pelo menos cinco explosões por conta do terremoto e há vazamento de radiação ao redor da usina. Outra usina que o governo decretou sob estado de urgência foi a de Onagawa.




A possibilidade de um desastre nuclear surpreende muita gente, pois o Japão sempre foi considerado um modelo de prevenção a desastres naturais, com experiência em sismos. Bilhões foram gastos em planejamento para o desenvolvimento de tecnologia para limitar os danos de tremores e tsunamis. A pergunta é: como o governo japonês deixou de fora deste planejamento as usinas nucleares? A resposta a essa questão evidencia uma grande negligência dos governantes do país.


O Japão tem 55 usinas deste tipo, fundamentais para alimentar uma das maiores economias capitalista do mundo. Entre elas a maior usina nuclear do mundo, a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa. Por incrível que possa parecer essa usina foi construída sob uma falha geológica. Em julho de 2007, a usina de Kashiwazaki-Kariwa estava a 19 quilômetros do epicentro de um terremoto de 6,8 graus de magnitude na escala Richter, o que causou alguns danos à planta. Hoje a usina se encontra em funcionamento, depois de sofrer obras de reparação que custaram US$1,6 bilhão.



O que as autoridades não falam
Após o anúncio do vazamento radioativo na usina nuclear de Fukushima, o balanço dos fatos já assusta. Mais de 210 mil moradores da região onde fica a planta tiveram de ser evacuados e outros 160 estão sendo mantidos em quarentena pelas autoridades, que receiam o risco de contaminação por radiação. Uma zona de exclusão aérea de 30 quilômetros de diâmetro já foi criada na região. Dentro dela, os moradores estão proibidos de saírem de suas casas. Apesar de tudo isso, o governo do país demorou em alertar sobre a gravidade da situação.

Numa reportagem do jornal norte-americano New York Times, especialistas já haviam alertado que a usina não estava funcionando adequadamente logo depois do terremoto. Segundo o jornal, as quantidades de césio que foram detectadas indicavam claramente que o combustível que alimenta a planta já estava danificado. Contudo, as autoridades japonesas se mantiveram inertes por horas até ordenarem a evacuação da área. Agora, fornecem informações a conta-gotas à população. Segundo informações do governo japonês, a usina não foi planejada para aguentar tremores superiores a 7,9 graus na escala Richter, bem abaixo da intensidade do terremoto que atingiu o Japão.

“A situação se tornou tão crítica que não tem mais, ao que parece, a capacidade de fazer ingressar água doce para resfriar o reator e estabilizá-lo, e agora, como recurso último e extremo, recorrem à água do mar”, disse Robert Alvarez, especialista em desarmamento nuclear do Instituto de Estudos Políticos de Washington. Mas enquanto o governo do Japão se apressa em acalmar a população, minimizando os impactos da tragédia, explosões continuam atingindo os reatores da usina. Tudo indica que o acidente nuclear pode ser mais grave do que dizem as autoridades japonesas.

Segundo o jornal espanhol El País, André-Claude Lacoste, da Autoridade de Segurança Nuclear francesa, informou que o acidente na usina nuclear de Fukushima está “mais além de Three Miles Island, sem chegar [ao nível de] Chernobyl”. A autoridade se refere aos dois mais importantes acidentes nucleares da história recente.

Em 1979, o acidente de Three Miles Island, próximo da cidade de Harrisburg, alcançou o nível 5, isto é, um acidente com consequências de maior alcance. Pouco antes de divulgar sua avaliação sobre o acidente nuclear no Japão, o governo da França orientou seus cidadãos a se retirarem imediatamente do país. Para os franceses esse nível já foi atingido pelo acidente de Fukushima I e caminha para o nível 6. A declaração contradiz a versão oficial do governo japonês que até agora qualificou o acidente em nível 4, com consequências e alcance locais.

A escala dos níveis de gravidade com acidentes nucleares vai até 7 (acidente grave), nível que foi atingido apenas pela catástrofe da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. Na época, o regime stalinista da União Soviética ocultou de todo o mundo e da população ucraniana as reais consequências do desastre. Até hoje, não se sabe exatamente quantas pessoas morreram.

O terremoto no Japão foi a maior tragédia do país já registrada desde a Segunda Guerra Mundial. No entanto, a tragédia pode ser ainda pior devido à falta de ação do governo. Investir em usinas nucleares sempre foi perigoso, mas construí-las sobre falhas geológicas é mais do que mera imprudência: simboliza o desprezo dos governantes com milhares de vidas e mostra a fragilidade da operação de usinas de energia nuclear no sistema capitalista.

Inércia do governo pode aumentar tragédia no Japão Depois do terremoto e das tsunamis, japoneses estão ameaçados de sofrer um desastre nuclear


Na última sexta-feira, dia 11, o Japão foi atingido por um dos maiores terremotos já registrados no mundo, chegando a uma magnitude de 9 pontos na escala Richter. Na sequência do terremoto, o país sofreu também com um tsunami que devastou algumas cidades da costa nordeste do país. As imagens do tsunami destruindo casas, carros, aviões e da pilha de destroços sendo arrastados pela força das ondas são impressionantes.

Pela intensidade do terremoto, o desastre poderia ser ainda maior, caso se abatesse em outro país e não no rico Japão. Para efeito de comparação, o tremor que matou mais de 230 mil pessoas no Haiti, em janeiro de 2010, foi 900 vezes menor do que o tremor japonês. Ou seja, se o mesmo terremoto, seguido por um tsunami, ocorresse em algum país pobre como Haiti ou a Indonésia, o número de vítima certamente estaria na casa de centenas de milhares. É importante lembrar que Indonésia e Sumatra sequer foram alertados do tsunami que devastou esses países em 2004.

Desastre nuclear
No entanto, a tragédia japonesa agora ameaça a se transformar numa grande catástrofe nuclear. A usina nuclear Fukushima 1, cerca de 250 quilômetros a nordeste de Tóquio, sofreu pelo menos cinco explosões por conta do terremoto e há vazamento de radiação ao redor da usina. Outra usina que o governo decretou sob estado de urgência foi a de Onagawa.




A possibilidade de um desastre nuclear surpreende muita gente, pois o Japão sempre foi considerado um modelo de prevenção a desastres naturais, com experiência em sismos. Bilhões foram gastos em planejamento para o desenvolvimento de tecnologia para limitar os danos de tremores e tsunamis. A pergunta é: como o governo japonês deixou de fora deste planejamento as usinas nucleares? A resposta a essa questão evidencia uma grande negligência dos governantes do país.



O Japão tem 55 usinas deste tipo, fundamentais para alimentar uma das maiores economias capitalista do mundo. Entre elas a maior usina nuclear do mundo, a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa. Por incrível que possa parecer essa usina foi construída sob uma falha geológica. Em julho de 2007, a usina de Kashiwazaki-Kariwa estava a 19 quilômetros do epicentro de um terremoto de 6,8 graus de magnitude na escala Richter, o que causou alguns danos à planta. Hoje a usina se encontra em funcionamento, depois de sofrer obras de reparação que custaram US$1,6 bilhão.

O que as autoridades não falam
Após o anúncio do vazamento radioativo na usina nuclear de Fukushima, o balanço dos fatos já assusta. Mais de 210 mil moradores da região onde fica a planta tiveram de ser evacuados e outros 160 estão sendo mantidos em quarentena pelas autoridades, que receiam o risco de contaminação por radiação. Uma zona de exclusão aérea de 30 quilômetros de diâmetro já foi criada na região. Dentro dela, os moradores estão proibidos de saírem de suas casas. Apesar de tudo isso, o governo do país demorou em alertar sobre a gravidade da situação.

Numa reportagem do jornal norte-americano New York Times, especialistas já haviam alertado que a usina não estava funcionando adequadamente logo depois do terremoto. Segundo o jornal, as quantidades de césio que foram detectadas indicavam claramente que o combustível que alimenta a planta já estava danificado. Contudo, as autoridades japonesas se mantiveram inertes por horas até ordenarem a evacuação da área. Agora, fornecem informações a conta-gotas à população. Segundo informações do governo japonês, a usina não foi planejada para aguentar tremores superiores a 7,9 graus na escala Richter, bem abaixo da intensidade do terremoto que atingiu o Japão.

“A situação se tornou tão crítica que não tem mais, ao que parece, a capacidade de fazer ingressar água doce para resfriar o reator e estabilizá-lo, e agora, como recurso último e extremo, recorrem à água do mar”, disse Robert Alvarez, especialista em desarmamento nuclear do Instituto de Estudos Políticos de Washington. Mas enquanto o governo do Japão se apressa em acalmar a população, minimizando os impactos da tragédia, explosões continuam atingindo os reatores da usina. Tudo indica que o acidente nuclear pode ser mais grave do que dizem as autoridades japonesas.

Segundo o jornal espanhol El País, André-Claude Lacoste, da Autoridade de Segurança Nuclear francesa, informou que o acidente na usina nuclear de Fukushima está “mais além de Three Miles Island, sem chegar [ao nível de] Chernobyl”. A autoridade se refere aos dois mais importantes acidentes nucleares da história recente.

Em 1979, o acidente de Three Miles Island, próximo da cidade de Harrisburg, alcançou o nível 5, isto é, um acidente com consequências de maior alcance. Pouco antes de divulgar sua avaliação sobre o acidente nuclear no Japão, o governo da França orientou seus cidadãos a se retirarem imediatamente do país. Para os franceses esse nível já foi atingido pelo acidente de Fukushima I e caminha para o nível 6. A declaração contradiz a versão oficial do governo japonês que até agora qualificou o acidente em nível 4, com consequências e alcance locais.

A escala dos níveis de gravidade com acidentes nucleares vai até 7 (acidente grave), nível que foi atingido apenas pela catástrofe da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. Na época, o regime stalinista da União Soviética ocultou de todo o mundo e da população ucraniana as reais consequências do desastre. Até hoje, não se sabe exatamente quantas pessoas morreram.

O terremoto no Japão foi a maior tragédia do país já registrada desde a Segunda Guerra Mundial. No entanto, a tragédia pode ser ainda pior devido à falta de ação do governo. Investir em usinas nucleares sempre foi perigoso, mas construí-las sobre falhas geológicas é mais do que mera imprudência: simboliza o desprezo dos governantes com milhares de vidas e mostra a fragilidade da operação de usinas de energia nuclear no sistema capitalista.